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Sábado, 20 de Junho de 2009

Primeiro Amor

Quem foi o teu primeiro amor?
– Ainda não tive um – ele respondeu.

Esta teria sido uma resposta comum, se ele não tivesse 99 anos.


Autor: Henrique Monteiro

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

eu precisava dizer isso...

eu vou escrever tudo em minúsculas e sem formatação porque são coisas que dão trabalho, e isto aqui é apenas um desabafo. me darei ao luxo de manter a pontuação apenas para evitar equívocos de interpretação.
eu preciso dizer que odeio quando me roubam a personalidade. é, eu sou egoísta, porra! eu não gosto de dividir meus gostos com quem não amo de verdade. é difícil entender quando não te quero para os meus amigos? eu não gosto de dividir. você devia entender o que são "redes". tem os amigos de faculdade. os amigos de rua. os amigos de festa. e eles só se cruzam quando eu quero. quando sirvo de intermediário nas apresentações, sabe? não suporto nem ver "amigos em comum" no orkut, pra você ver como as coisas são. deleto os que tu me roubas. você devia perceber. talvez já tenha percebido. talvez leia este post. talvez não. talvez se pergunte "será que é pra mim?", e caso me pergunte, eu vou morrer jurando que não. sabe, eu nunca vou te dizer isso na cara, porque magoar é algo que dá trabalho demais. é que não te quero com raiva de mim ou tristeza. porque só causo isso a quem merece. nem mesmo carregar a minha parte ruim eu quero que você carregue. eu não gosto de dividir meus planos. perceba que eu desisto daquilo que eu tanto queria, simplesmente por te ver fazendo tais coisas. eu não quero me ver em ti. eu não quero você me roubando de mim. eu não quero que você me roube os sonhos. eu não quero nada de ti. quero que não queiras nada de mim. eu nasci pra ser sozinho, e só me perco na companhia de quem eu quero. eu sei que a culpa não é tua. ou talvez até seja. não sei, podes estar armando. eu aprendi a confiar desconfiando, porque as pessoas mentem. e dizem que não. meu sorriso só quem conhece de verdade é a Ju. o Gustavo não o conhece porque ainda não nos encontramos, mas ele é um dos merecedores. aí vem meus pais. e minha avó. e o kalango e a jenifer. e mais algumas pessoas que realmente considero como parte de mim...
desejo que não me peças pra sorrir apenas pela tua vontade e não pela minha, ou eu vou sentir vontade de te morder e destroçar, enquanto eu tiver mostrando os dentes. sabe, me deixa com a minha vida. assim talvez tu te tornes interessante ao meus olhos. por favor, pare de tentar ser amigos dos meus amigos, e de gostar do que eu gosto (vai ver que ISSO é impossível). pare com isso tudo, ou eu vou saindo de dentro de cada uma dessas coisas. porque eu tenho uma personalidade do tamanho do universo, e sei me esgueirar até o fim do mundo. talvez seja uma mania de fugir de mim. mania de ser único. mesmo que eu não tenha certeza de ser. e, além do mais, eu nunca gostei muito de me olhar no espelho. então se quebre, mas não deixe os cacos para mim.

Domingo, 7 de Junho de 2009

The suicidal-lover sea-breather

It is so sweet to die in all the seas, each life at a time – my mind dislikes disorganization –, maybe not only for the water, but the cold moment of my body. Because I have a warm heart that becomes into breeze when I put it out. But carrying the destiny's death inside me may be bitter, when I cannot open my mouth to make the rest of the world better.
All people on earth, and no one cares to the yell. Underwater all the dreams are already too low to hear, and too confusing to be understood – indeed I’ve forgotten to mention the blindness of my comprehension. And if I’m not a child anymore – now that I am able to swim by myself – I don’t need to wait for anyone to make me sleep. Now it's time to face deeply all the nightmares, alone, if I cannot hold your hands on the surface.
So I hope you never drown yourself for me; our half-love goes on, and it has always been my breath.


Autor: Henrique Monteiro

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Faça um pedido:

– Me manter vivo até o próximo ano.

– Henrique, a vela já estava apagada...

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19 anos de vida. 2 anos de blog. obrigado amores da minha vida por tudo e nada que me proporcionaram. obrigado leitores, por não me abandonarem. obrigado vida, por me carregar tão suavemente. obrigado morte, por ter se apresentado cada vez mais mansa. obrigado destino, por não responder minhas perguntas. obrigado universo, por não me desviar da minha órbita.

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